5 coisas que os professores gostariam que os pais soubessem.
5 coisas que os professores gostariam que os pais soubessem.
Fonte: Revista Crescer / Vanessa Lima
A educação de uma criança depende da união entre escola e família. Entender melhor o que acontece dentro da sala de aula e em outros espaços da instituição de ensino, ajuda os pais a colaborarem com o processo.
Os primeiros anos escolares deixam marcas que seu filho leva para a vida toda. Por meio das atividades, da convivência, das brincadeiras e das regras, ele aprende a socializar a resolver os problemas, quando está longe do núcleo familiar. Ao mesmo tempo, é claro que a “bagagem” que ele leva de casa tem um papel importante no desenvolvimento dessas habilidades. Por isso, é importante que a escola e a família atuem em parceria, em prol do maior objetivo, que é a educação.
E por “educação” entende-se não apenas o conhecimento das bases para a alfabetização, a matemática, ciência e outras disciplinas. Trata-se também da construção de um cidadão para o mundo. Uma missão e tanto, não é mesmo?
Para ajudar nesse entendimento, listamos aqui 5 coisas que os professores da Educação Infantil gostariam que os pais soubessem sobre seus filhos e a vida escolar deles:
Brincar é fundamental – Alguns adultos não sabem ou podem ter esquecido do quanto as brincadeiras são o meio pelo qual as crianças aprendem muito do que precisam saber: negociação, sociabilização, resolução de problemas, criatividade, pensamento lógico, formas de expressão. Os pequenos nunca estão “só” brincando. Brincar é tudo!
Ninguém está competindo – Seu filho não precisa aprender a escrever ou desenhar antes dos coleguinhas ou dos irmãos. Cada criança tem seu tempo e as comparações só atrapalham. É claro que é papel dos pais e da escola observar se a criança tem alguma dificuldade específica, que desperte a necessidade de uma investigação ou de um suporte especializado, mas é importante lembrar que o desenvolvimento é um processo individual, que deve ser respeitado.
A importância da frustração – Muitos pais não aguentam ver o filho passar por decepções e querem resolver tudo pela criança. Alguns culpam a escola e os professores, que não deveriam permitir que a frustração acontecesse. É preciso lembrar que cair, errar, esperar a vez ou perder um jogo são experiências necessárias. Mais do que isso: são vivências que ajudam os pequenos a saberem lidar com emoções e a desenvolver resiliência.
Escola não é ameaça – Frases como “vou contar para a sua professora” – ainda usadas por algumas famílias – criam medo e rompem a relação de confiança da criança com a escola e o ambiente de ensino. O professor deve ser viso como uma pessoa que oferece apoio e acolhimento – não como um agente punitivo.
Professores não são babás – É claro que cuidar faz parte da função de educar, sobretudo nos primeiros anos escolares, na Educação Infantil. Mas é preciso que as famílias tenham clara a ideia de que eles não são cuidadores, mas profissionais que planejam atividades, observam comportamentos, avaliam avanços e cuidam do bem-estar coletivo. A escola não é um lugar para deixar as crianças enquanto você trabalha. É um ambiente com profissionais que se preparam, com um propósito pedagógico.