Entenda por que o TDAH é questão de saúde pública.

Por Yuri Maia

Durante minha participação na Roda de Conversa sobre Transtornos Mentais, promovida pelo MOVIN em Brasília-DF, eu expliquei por que cuidar do TDAH deve ser uma prioridade no Brasil e uma questão de Saúde Pública, derrubando o argumento de que é oneroso ao estado cuidar dessas pessoas e dessas crianças.

 

Acompanhe o vídeo até o final para compreender melhor.

Vídeo gravado em 23/05/2018.

 

   Os Dados:

– Adultos com TDAH tem risco 40% maior de separação conjugal;

 

– Pais TDAH com crianças TDAH, não conseguem tratar os filhos direito, a relação entre eles

   costuma ser distante e difícil, com risco maior de serem abandonadas pelos pais quando

   hiperativas, ou preteridas dentro da mesma família;

 

– Crianças com TDAH tem alterações no ritmo cicardiano (conhecido como ciclo biológico de

   24h), 80% dessas crianças tem dificuldades para dormir ou sono irregular, dormem mal e

   acordam cansados, o que ajuda a agravar os problemas de aprendizado

   e alterações de humor;

 

– Crianças e adolescentes com TDAH possuem risco 3 a 4x maior de abandono escolar, 4x mais

   risco de repetência, 3x mais risco de se envolver com más companhias, 4x mais risco de se

   envolverem com drogas e serem hospitalizadas por overdose;

 

– 30% das crianças com TDAH tem atraso de fala, 30 a 40% costumam ter atraso motor e maior

   dificuldade de adaptação à escrita;

 

– Crianças com TDAH apresentam maior dificuldade de interação social nas creches e escolas,

   essas crianças sofrem mais bullying durante a adolescência;

 

– Existem artigos sólidos que demonstram que indivíduos TDAH tem 3x mais risco de suicídio, 3

   a 4x mais risco de desenvolver depressão, transtornos de ansiedade e quadros psicóticos, de

   terem problemas com a justiça e indo para a cadeia se não forem tratados adequadamente à

   tempo e precocemente;

 

– Indivíduos com TDAH tem risco maior de se envolverem em acidentes de trânsito

   e acidentes de maior gravidade;

Quer saber mais? Fale com Silvana Perez, Pedagoga,

Psicopedagoga e Mestre em Educação.

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