Transtorno Desafiador de Oposição, atinge cerca

de 150 mil casos por ano.

Fonte: Blog Sabiamente / Alessandra Bizeli

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Quem já não ouviu falar desse transtorno? Ele é mais comum do que imaginamos.

No Brasil ele atinge cerca de 150 mil casos por ano.

 

Está bastante associado com quadros do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Os dois transtornos acabam tendo como consequências dificuldade na aprendizagem com baixo rendimento escolar, prejuízos familiares e sociais.

 

Transtorno Desafiador de Oposição (TDO) é caracterizado por comportamento desafiador e desobediente a figuras de autoridade. Seus sintomas iniciam antes dos 8 anos.

 

A criança apresenta humor irritável, comportamento argumentativo e desafiador, agressividade e índole vingativa. Há uma clara relação entre Transtorno Desafiador Opositivo e sofrimento /mau funcionamento familiar.

 

Os comportamentos mais comuns são:

- Acessos de raivas e ressentimentos frequente;

- Discussões frequentes com adultos, e geralmente questionando regras e limites

  (com recusa clara para cumpri-los);

- Deliberada tentativa e prazer em irritar as pessoas à sua volta (tanto crianças como adultos);

- Culpabiliza os outros pelos seus erros;

- Agressividade tanto verbal quanto física;

- Dificuldade para manter amizades, entre outros.

 

De acordo com as pesquisas científicas, alguns aspectos familiares podem ter relação com o transtorno, como por exemplo: pais divorciados; mãe com baixo nível socioeconômico; pais com transtorno de personalidade antissocial ou de transtorno por abuso de substâncias; problemas familiares.

 

O fato de apresentar estes aspectos acima, não indica que a criança terá o transtorno.

Lembrando sempre que o diagnóstico é feito por profissionais especialistas e de preferência por uma equipe interdisciplinar (neuropsicólogo, neuropediatra, psiquiatra infantil).

 

Dicas para os professores que possuem alunos com o Transtorno desafiador opositivo:

- Comandos objetivos e firmes;

- Diga o Não com segurança e firmeza;

- Peça para a criança repetir oralmente as regras e comandos;

- Elogie e reforce comportamentos adequados;

- Não converse no momento de raiva;

- Psicoeducação e treinamento da equipe escolar (professores, gestores e educadores);

- A criança deve treinar suas habilidades sociais (geralmente com

  um psicólogo cognitivo comportamental);

- Prevenção e manejo do Bullying (para minimizar os prejuízos sociais).

 

O papel da escola é estimular a aprendizagem, rastrear os sintomas e realizar

o encaminhamento, e jamais efetuar o diagnóstico, pois este papel

é de responsabilidade médica.

 

Se você tem aluno com estas características procure ajuda de profissionais especialistas. Geralmente é o professor que passa maior parte do tempo com esta criança e não é fácil o manejo dela em sala de aula, por isso a necessidade da capacitação, para melhor ajuda-lo.

Quer saber mais? Fale com Luciana Formis.

Psicóloga Clínica, Neuropsicóloga e Equoterapeuta.

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