Neuropsicologia e Transtorno de Aprendizagem.

Fonte: Sabiamente

Como a Neuropsicologia pode auxiliar nos transtornos de aprendizagem?

 

Os exames nacionais de aprendizagem revelam um grande percentual de alunos que, apesar de matriculados em anos avançados do Ensino Fundamental não sabem ler, escrever ou resolver cálculos simples. Muitos dos casos são resolvidos por meio da intervenção pedagógica adequada mas existem outras causas que levam ao não aprendizado, como os transtornos de aprendizagem.

 

A dificuldade de aprendizagem é caracterizada por baixo rendimento escolar e inteligência na média e se desencadeia por problemas emocionais, educacionais, história familiar, rotina de sono, dentre outros.

 

A Neuropsicologia é a ciência que estuda a relação entre cérebro e comportamento, tanto em suas condições normais, como patológicas, com competência para diagnosticar os transtornos de aprendizagem por meio de avaliações neuropsicológicas.

 

Os transtornos de aprendizagem podem afetar a leitura, escrita e raciocínio lógico matemático e têm origem neurobiológica que impede o desenvolvimento do vocabulário e conhecimento geral.

 

Estes transtornos são chamados de dislexia (dificuldade com leitura e escrita) e discalculia (dificuldade com cálculo).  Felizmente não são transtornos incapacitantes.

É importante mencionar, que estas perturbações aparecem desde os estágios iniciais do desenvolvimento e não são adquiridas ao longo da vida.

 

As causas são diversas e múltiplos genes interagem de forma complexa com o ambiente, ou seja, a forma que ela se manifesta, pode ser influenciada pelos estímulos que esta criança é exposta durante a vida.

 

Visando o melhor diagnóstico, deve haver pelo menos dois anos de atraso na alfabetização e seis meses de intervenção pedagógica e/ou aulas de reforço, sem melhora.

Já na discalculia, a maior dificuldade está em realizar cálculos matemáticos, apesar da inteligência dentro da média.

 

Nos ambientes escolares e mesmo nos familiares as crianças e adolescentes com os transtornos recebem rótulos pejorativos como “burros” e “preguiçosos” que afetam sua autoestima, muitas vezes com necessidade de intervenção psicoterápica. O diagnóstico mostrará que ele não tem estas características negativas.

 

Os indivíduos com dislexia e discalculia precisam de braços acolhedores, respeito, auxílio, afeto, estratégias compensatórias e ensino adequado. Para detectar se há a presença de alguns transtorno de aprendizagem, é sugerida a avaliação neuropsicológica que, indicará, a partir dos resultados alcançados, as melhores estratégias compensatórias de modo a beneficiar a criança e/ou adolescente.

 

 Além dos aspectos clínicos observados na dislexia, a avaliação neuropsicológica identificará dificuldades atencionais e funções executivas (organização, planejamento, execução de tarefas).

 

Portanto, a avaliação neuropsicológica é uma importante aliada neste processo de diagnóstico e tratamento, em que o profissional identificará as estratégias que este indivíduo irá necessitar para guiar a melhor conduta terapêutica.

Quer saber mais? Fale com Luciana Formis,

Psicóloga Clínica e Neuropsicóloga. 

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