TEA e adolescência: o que eu preciso saber

sobre essa fase?

Fonte: Superspectro

Sabemos que a adolescência pode ser uma fase difícil para todos, pois é um período de transição entre a infância e a vida adulta. Durante esse estágio, o corpo muda e as ideias também. Como muitas transformações acontecem em paralelo, é normal que aconteçam conflitos internos e externos. Da mesma forma, a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) passa pelas mesmas mudanças, ainda que com alguma diferença.

 

De acordo com a psicóloga Fernanda Zetola, a preparação da criança com TEA para o início da adolescência é a continuação do trabalho que começou na infância com todos os estímulos e terapias que foram feitos até então.

 

“Na adolescência, propriamente dita, todos os cuidados que a família teve até então devem continuar, agora com um enfoque mais específico para a fase, orientando o adolescente sobre as transformações físicas e emocionais.

 

Nessa fase, a demanda social aumenta, uma vez que, o contato com os pares agora não é tão estruturado, como são com as brincadeiras infantis, onde as regras são claras e objetivas”.

 

Como essa fase demanda uma maior sociabilidade, as atividades do dia a dia podem acabar se tornando desafiadoras. A psicóloga explica que na escola os adolescentes já não ficam mais correndo no pátio e ficam em grupos conversando, além de terem uma linguagem mais fluída, com o uso de gírias e outros dialetos.

 

Para Zetola, é importante orientar os pais para que seja feita uma espécie de treino social fora do consultório em situações reais, utilizando acontecimentos que façam parte da rotina de um adolescente típico e da família.

 

“Por exemplo: ir ao shopping com o adolescente com TEA e explorar os diversos comportamentos sociais que acontecem num passeio destes ou ir ao supermercado, dentre outros. Os profissionais também devem reproduzir o máximo possível o ambiente real para o adolescente com autismo.”.

 

Como tratar das mudanças que irão acontecer no corpo do meu filho ou filha com TEA?

 

A melhor maneira de lidar com essas questões é explicar para o adolescente do espectro o que está acontecendo de forma clara, simples e objetiva.

A psicóloga pontua ainda que a orientação sobre mudanças no corpo, como o período menstrual, são muito importantes, pois com esse conhecimento o (a) adolescente sabe o que está acontecendo, entende que isso é natural e que ocorre com todo mundo.

 

Uma dica é utilizar o recurso de imagens. Os pais podem usar exemplos do dia a dia para ajudar o adolescente com TEA a perceber suas dificuldades e como ele pode lidar com elas.

 

Como neste período há também muitas dúvidas sobre os mais diversos temas, é preciso lembrar que cada adolescente irá manifestar sua curiosidade de maneira diferente, por isso é importante entender o que ele quer saber para informá-lo.

 

“É importante estar atento para o que ele quer saber de forma que não sejam dadas informações em excesso e isto acabe confundindo mais que ajudando”, ressalta Zetola.

 

Se ela quer saber, por exemplo, sobre namorar, eu preciso entender o que ele quer dizer/saber sobre o tema. “Eu devo compreender o que ele quer dizer com namorar: é o estabelecimento de um relacionamento que nós configuramos como namoro ou namorar é uma relação sexual.

 

O que ele esta querendo saber com aquela pergunta? É preciso antes entender a pergunta.”.

Situações que o adolescente típico aprende de forma natural precisam ser ensinadas para uma pessoa com autismo.

 

Segundo a psicóloga, isto pode ser estressante, mas se bem orientado, o adolescente com TEA poderá encontrar a solução sozinho para as suas dificuldades. “Se um amigo o convida para jogar alguma coisa que ele não gosta, é importante que ele saiba dizer: ‘eu não gosto deste jogo’.

 

Para que este aprendizado aconteça é importante que as regras existam e sejam pontuais.”.

Assim como a criança do espectro, é essencial o uso de histórias sociais.

 

Os pais podem ainda usar vídeos para ajudar nesse processo. “Quando o adolescente entende o que está acontecendo com ele, queremos que ele consiga falar o que ele gosta e o que ele não gosta de forma adequada, sem agressividade, por exemplo”, pontua Zetola.

 

Segundo a psicóloga, é importante ensinar ao adolescente entender e explicar suas dificuldades. Os conselhos de outras pessoas, como professores, família, grupos da igreja ou de esportes, devem estar alinhados com as orientações dos profissionais que acompanham este adolescente.

Quer saber mais? Fale com Silvana Perez, Pedagoga,

Psicopedagoga e Mestre em Educação.

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