Fomos educados para temer o fracasso?

Fonte: Catraquinha / Lunetas

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Fomos educados para acertar e, muitas vezes, acabamos ensinando

as crianças a temerem o fracasso e o erro.

 

Na contramão deste pensamento, hoje em dia, muitas escolas e educadores entendem o erro como parte da vida e o aproveitam na construção de aprendizagem de crianças e jovens.

 

O Lunetas e a Mercur se uniram nesta parceria para trazer uma reflexão urgente:

acreditamos em uma educação para a vida, vinculada com as questões da vida.

E o erro faz parte dela, podendo ser usado para dar dar início a novas práticas educativas

de uma aprendizagem significativa.

 

A professora de Ensino Fundamental Márcia Murillo exemplifica dizendo que, ser professor nos dias atuais, requer abertura a este mundo complexo, interligado e conectado. “Não nos cabe mais, enquanto professores, desconsiderarmos essas tentativas.

 

Mas isso não quer dizer que ‘vale tudo’, ou que o ‘erro’ será considerado como certo. Requer valorizar o percurso de aprendizagem a partir das tentativas de cada um, respeitando o tempo de aprendizagem e o percurso”, esclarece.

 

Nesta perspectiva, muitas escolas estão se preocupando com a discussão sobre o conserto dos erros, considerando também as respostas dos estudantes, valorizando diversas formas de resolução para um mesmo problema, tentando mostrar os erros como naturais, utilizando-os como instrumento didático, como forma de trabalhar e avançar no processo de aprendizagem.

 

“O erro só acontece quando o aluno, em maior ou menor medida, se entrega ao processo e confia no que nós professores propomos a ele”, compartilha o professor Cléssio Bastos, que dá aulas em uma escola municipal na zona rural de Goiânia (GO).

 

A consultora em Educação Tonia Casarin, especialista em educação emocional, afirma que, ao ensinar as crianças a temerem o fracasso e o erro bloqueamos o caminho mais seguro e claro para o sucesso delas, privando-as das mais importantes lições da infância.

 

“Existe um lado de proteção nessa forma de agir com as crianças, não queremos vê-los frustrados por não conseguirem ou por não acertarem.

 

“Mas a frustração é um sentimento importante, semente para a persistência.”

Os erros, falhas e fracassos que tiramos do caminho das crianças são as próprias experiências que os ensinam como ser cidadãos talentosos, persistentes, inovadores e resilientes deste mundo”, explica.

 

Portanto, o erro é uma oportunidade de aprendizagem em cada momento. E tratá-lo de forma natural e estratégica de como aprender com eles é fundamental para as que possamos continuar aprendendo.

Quer saber mais? Fale com Millis Pereira

Psicopedagoga Clínica

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