Adolescentes ansiosos estão mais propensos a usar drogas.

Fonte: Rede PSI

Imagem: Unplash

Estudo desenvolvido pelos profissionais Andressa Pereira Lopes e Manuel Morgado Rezende, publicado no periódico Estudos de Psicologia (Campinas), objetivou relacionar ansiedade e consumo de substâncias psicoativas em adolescentes

da cidade de Maceió, Alagoas.

O estudo, realizado com 407 estudantes de 14 a 18 anos, apontou diversos resultados relacionando o indivíduo ansioso e o uso de substâncias psicoativas, sendo que os sujeitos responderam um questionário sociodemográfico, escala de ansiedade do adolescente e um questionário sobre o consumo de substâncias psicoativas. 

 

Em relação às substancias psicoativas, o estudo apontou os seguintes resultados:

“ O uso na vida de substâncias psicoativas foi relatado por 334 (82,10%)  participantes; o uso no ano por 289 (71,00%); o uso no mês por 128 (31,40%); o uso frequente por 52 (12,80%); e o uso pesado por 55 (13,05%). Ainda, 71 (17,40%) participantes responderam nunca ter consumido nenhum tipo de substância psicoativa.

 

No que tange os níveis de ansiedade

 

“ Para obter os níveis de ansiedade da escala, as pontuações foram distribuídas em quartis.

Dessa forma, os níveis de ansiedade foram classificados como: mínimo, leve, moderado e grave. Apresentaram grau mínimo 101 (24,8%) participantes; grau leve, 96 (23,6%); grau moderado,

114 (28,0%); e grau grave, 96 (23,6%).

 

Concluiu-se que a relação entre ansiedade e consumo de substâncias psicoativas nos adolescentes foi mais destacada nas bebidas alcoólicas, pois houve relação no uso no ano e frequente com a ansiedade. O álcool foi a substância mais consumida em todas as modalidades.

 

Essa relação se faz compreensível, uma vez que o álcool é uma substância lícita de ampla aceitação social, de fácil aquisição e culturalmente valorizada. Verificou-se que as substâncias lícitas – álcool e cigarro -, foram as mais consumidas e que o consumo de anfetaminas e ansiolíticos está crescendo na população em estudo.

 

A ansiedade dos adolescentes indicou maior percentual para o nível moderado. Isso não significa dizer que os adolescentes possuam algum transtorno de ansiedade, uma vez que o estudo buscou verificar a ansiedade não patológica, que é própria do ser humano.

 

É interessante, porém, compreender a ansiedade nessa faixa da população, investigar quais sintomas são mais frequentes a fim de que se realizem projetos mais direcionados para essa variável; Os autores da pesquisa apontam que isso se faz importante uma vez que pesquisas no sentido de verificar os sintomas de ansiedade nos adolescentes são escassas.

 

A pesquisa destaca a necessidade de uma discussão do consumo de substâncias psicoativas com adolescentes que não enfatize necessariamente os efeitos negativos destas, mas também as consequências do consumo; Em relação a ansiedade, destaca-se a necessidade de políticas públicas de saúde que visem a promoção da saúde e aumentem a reflexão sobre o estilo

de vida e a ansiedade.

 

Leia o estudo completo aqui!

Quer saber mais? Fale com o Dr. Felipe Machado.

Psiquiatra da Infância e Adolescência.

EspacoSER_Logo_Base circular1.png