Cyberbullying: será mesmo que "a zoeira não tem limites"?

Fonte: Catraquinha

Imagem: Pixabay

De simples ironias até agressões intencionais, a famosa zoeira ganha dimensões incontroláveis

no ambiente digital e pode causar danos a todos os envolvidos.

 

Mundo virtual é um prato cheio para o deboche e posts irônicos. É só misturar o alvo certo da piada com uma pitada de criatividade, acrescentar a rapidez dos compartilhamentos e eis

que está pronto o feijão com arroz digital para momentos de crise: a famosa zoeira.

 

E se é mesmo verdade que ela não tem limites, como se propagou a máxima da internet, isso quer dizer que ela também pode tomar contornos mais agressivos a qualquer momento, tornando qualquer pessoa sujeita a virar motivo de chacota online ou o centro da prática denominada cyberbullying.

 

“O cyberbullying nada mais é, que o bullying praticado em ambiente virtual”, explica a advogada atuante em Direito Digital e diretora executiva da Nethics Educação Digital, Alessandra Borelli.

De acordo com ela, o fenômeno não tem limites, justamente por ser realizado na internet, espaço em que agressores podem se multiplicar rapidamente.

 

“E as testemunhas, que muitas vezes curtem, comentam ou compartilham posts ofensivos, depreciativos, discriminatórios ou humilhantes passam também a ocupar a posição de agressores”.

 

A advogada observa que além da dificuldade de dimensionar o dano, a possibilidade de anonimato das redes faz com que muitas vezes não se reconheça a pessoa que iniciou a prática

e nem suas intenções. “As ofensas podem repercutir por tempo indeterminado, trazendo consequências sérias como humilhações e um impacto na saúde física e mental da vítima”, lamenta Borelli.

 

É o bullying praticado em ambiente digital. O bullying se caracteriza como “ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor

e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”.

Fonte: Lei 13.185/2015

 

Ambiente escolar

 

Atualmente, é quase impossível imaginar uma geração de jovens desconectados. No Brasil, 82% das pessoas de nove a 17 anos acessam a internet por meio de telefones móveis, 69% mais de uma vez ao dia, de acordo com uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet, publicada em 2016.

 

Ela aponta que 79% desse público possui perfis nas redes sociais. Isto é, seja postando fotos, vídeos, textos de sua própria autoria, enviando mensagens ou acessando conteúdo informativo

ou educativo, o fato é que os jovens estão interagindo e construindo relações virtuais a todo o momento.

Quer saber mais? Fale com Luciana Lauretti.

Psicóloga Cognitivo Comportamental.

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