Síndromes Neurológicas e Aprendizagem: como assistir estas crianças e adolescentes na escola.

Fonte: NeuroSaber     Imagem: Pixabay

O ambiente escolar guarda inúmeros desafios para educadores e outros profissionais da área da educação. A jornada de todos eles é pautada em lidar com crianças e adolescentes com o perfil mais diversificado possível.

 

A adaptação escolar: um desafio para ambas as partes.

 

Quando se fala em adaptar o espaço escolar, muitas pessoas pensam que essa mudança se trata apenas de alterar alguma parte da estrutura do prédio da instituição a fim de acomodar melhor os alunos. Essa ideia não está completamente errada, mas é preciso olhar essa prática de maneira mais ampla.

 

Ao promover a adaptação, a escola está disposta também a direcionar suas atividades curriculares à acessibilidade dos estudantes que convivem com alguma deficiência. Nesse caso, as síndromes que afetam o aspecto neurológico e a aprendizagem.

 

É importante que o corpo pedagógico saiba como propor esse currículo às crianças e adolescentes de forma que tais adaptações não tragam nenhuma perda ao conteúdo. A grade curricular deve ser flexível e proporcionar o atendimento às necessidades pedagógicas de cada aluno.

 

O que pode acontecer no processo escolar?

 

Durante os primeiros anos da escolarização, o aluno pode manifestar algumas dificuldades no aprendizado da leitura, da escrita e dos cálculos.

 

No entanto, é preciso tomar muito cuidado quando se tenta entender o motivo dessa situação da criança. Isso deve ser dito, pois esses déficits são divididos em dois grupos tipos:

- Dificuldades escolares – ligados aos problemas de ordem e origem pedagógica;

- Distúrbios de aprendizagem – relacionados às disfunções no sistema nervoso central, “caracterizada por uma falha no processo de aquisição ou desenvolvimento das habilidades escolares”.

 

TDAH e dislexia: o desafio para aprender.

 

Não é novidade o fato de haver alunos com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH e a Dislexia. Ambos têm em comum a origem neurológica e o funcionamento comprometido dos circuitos cerebrais.

 

Contudo, existe uma diferença crucial entre eles. O TDAH pode prejudicar a vida da criança e do adolescente, estendendo as consequências para a fase adulta. A Dislexia, por sua vez, é caracterizada como um transtorno de aprendizagem impossibilitando o indivíduo de ligar o som às letras.

 

Como fazer para atrair o aluno com TDAH ao conteúdo pedagógico?

 

O educador pode incluí-lo nos exemplos das explicações dadas em sala. Tudo isso sem causar constrangimento no estudante, mas em situações em que a turma esteja inteirada.

 

Outra dica é estabelecer uma comunicação constante com o aluno e fazer pequenas paradas para saber se a criança/jovem está compreendendo a matéria.

 

A localização das carteiras também é um detalhe importante. Evite deixá-lo próximo a janelas ou qualquer outro lugar que tire sua atenção.

 

Como lidar com a aprendizagem do estudante com dislexia?

 

É preciso que o aluno esteja em acompanhamento com profissionais (fonoaudiólogos, por exemplo) para que seu desenvolvimento seja trabalhado de forma profissional e eficaz.

 

A escola pode fazer a parte dela com a utilização de jogos que incentivem a leitura da criança e do adolescente, tais como: Ararumo e EduPaint. Além disso, as escolas podem oferecer outros dispositivos eletrônicos para estimular a aprendizagem da leitura.

 

Diagnóstico.

 

É importante que o tratamento seja multidisciplinar, pois tanto o TDAH quanto a Dislexia, entre outras síndromes, necessitam de acompanhamento amplo devido a diversidade de quadros neurológicos apresentados.

Quer saber mais? Fale com Silvana Perez, Pedagoga,

Psicopedagoga e Mestre em Educação.

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