Síndrome do sabe-tudo: o ego excessivo

que impede o crescimento.

Fonte: texto originalmente publicado no Rincon Psicologia, livremente traduzido e adaptado

pela equipe Revista Bem Mais Mulher.

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Há pessoas inteligente e sensíveis que, embora tenham conhecimento e recursos, não deixam as outras desmotivadas, mas gerenciam bem os protocolos para que os outros não se sintam desconfortáveis.

 

E há também o sabe-tudo que adota uma atitude arrogante, que presume saber demais e, portanto, diz explicar tudo, em qualquer momento ou lugar, beirando a insolência, e acaba frequentemente ofendido, abatido ou desesperado por aqueles que o escutam.

 

Eles descobriram que algumas pessoas, mesmo quando não entendiam direito algo, afirmavam saber mais do que outras e insistiam em buscar informações para confirmar sua visão parcial, ignorando os dados que as tornavam menos especialistas. Em outras palavras, essa atitude arrogante intelectualmente não vem do conhecimento, mas sim da sua ausência.

 

Quanto menos sabemos, mais nos apegamos às nossas crenças.

Na pesquisa, os participantes tiveram que preencher uma série de questionários para demonstrar seus conhecimentos sobre política, mas os psicólogos inseriram algumas armadilhas: termos inventados.

 

Curiosamente, as pessoas inteligentes selecionaram mais termos falsos e insistiram que os conheciam. Pelo contrário, as pessoas que demonstravam conhecimentos mais sólido costumavam assumir uma atitude mais humilde e às vezes até subestimavam seus conhecimentos.

 

Isso lembra as palavras do filósofo britânico Bertrand Russel: “O maior problema do mundo é porque os ignorantes e os fanáticos estão muito seguros de si mesmo e as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas”. Em psicologia, isso é conhecido como efeito Dunning-Kruger.

 

Obviamente, esse modo de lidar com a realidade alimenta seu senso de superioridade intelectual, além de fazê-los perder oportunidades de ampliar conhecimentos integrando outros pontos de vista. Em outras palavras, as pessoas que sabem tudo, se trancaram em seu sistema de conhecimento e crenças, que assumem como uma verdade absoluta, especialmente quando se trata de crenças importantes ou profundamente arraigadas.

 

No entanto, uma pessoa inteligente permanece aberta a novas oportunidades e, se cometer um erro, reconhece seu erro, porque sabe que, para crescer e progredir, é necessário deixar muitas certezas. As pessoas inteligentes, ao contrário, caem em sua própria armadilha: baseando sua auto estima em seu “conhecimento vasto”, quando são questionadas, sentem-se inferiores, entram em crise e precisam desesperadamente validar esse conhecimento para voltar a se sentir importante.

 

O problema com esperteza é que, no final, essa estratégia de intimidação intelectual é uma máscara para esconder uma profunda insegurança pessoal. Para reconhecer nossos erros e mudar nossas crenças, precisamos de um “eu” maduro e autoconfiante que não tenha medo de constantes atualizações o de deixar de lado as certezas para se abrir à incerteza.

 

A solução para as pessoas espertas está em quebrar esse cículo vicioso. Entenda que se apegar a certas crenças na verdade impede que continuemos explorando, descobrindo e aprendendo. É um passo difícil, mas não impossível.

Quer saber mais? Fale com Luciana Lauretti.

Psicóloga Cognitivo Comportamental.

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