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Criação com apego: educar com amor dá mais certo!

Conheça os princípios desse método que usa o afeto como principal ferramenta para ajudar a criança a se desenvolver independente e feliz

Fonte: Revista Crescer


Pesquisa do LinkedIn mostra que 62% dos profissionais estão mais ansiosos e estressados; estudo de plataforma de saúde emocional mostra aumento de 151% em atendimentos psicológicos.


Ao proporcionar estrutura emocional e afetiva, a criação com apego tem impacto positivo em todos os aspectos do desenvolvimento dos bebês (Foto: Getty Images)


Todos os pais desejam que seus filhos cresçam saudáveis, independentes, seguros e felizes. Mas a grande questão é: como educá-los para que desenvolvam essas características?


A verdade é que não existe uma fórmula exata para criar os pequenos, no entanto, um conjunto de práticas conhecido como “criação com apego” parece dar boas orientações para aumentar as chances de sucesso.


Estudado por mais de 60 anos, ele propõe atender e acolher prontamente as necessidades físicas e emocionais da criança para que ela possa construir fortes vínculos com os pais durante a primeira infância – da gestação ao sexto ano de idade –, fase considerada a mais rica para o aprendizado.


Na prática, se o pequeno chora, deve ser acalentado no mesmo momento, com muito amor e afeto, seja para cessar sua fome ou seu pedido por atenção. Isso possibilita que ele tenha um desenvolvimento emocional, físico e neurológico amplificado, refletindo em um adulto seguro, maduro, empático e capaz de construir relacionamentos saudáveis, segundo estudos.


Mas como isso seria possível?


2. Alimente com amor e respeito Alimentar é um ato de amor e inicia com o aleitamento materno, que deve ser exclusivo e em livre demanda desde a sala de parto até os seis meses do bebê, segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).


Isso quer dizer que não haverá horários pré-estabelecidos para dar de mamar e será preciso identificar os sinais do pequeno para atender suas necessidades. “A amamentação não supre apenas as necessidades nutricionais do bebê, mas também as emocionais, pois a sucção é reconfortante para eles. Fora que possibilita o contato físico com a mãe e o olho no olho, tão importantes para seu desenvolvimento”, coloca a pediatra.


Os alimentos sólidos naturais (geralmente, frutas) começam a ser introduzidos a partir dos seis meses, como um complemento à amamentação, que deve continuar até os dois anos.


Deixe que ele desenvolva seus gostos naturalmente, com direito a muita lambança, e não crie expectativas sobre a quantidade ingerida. Procure fazer pelo menos uma refeição com seu filho para criar conexão.


Aos poucos, faça a transição para comida sólida. A intenção é que o pequeno esteja comendo a mesma consistência do arroz e feijão que o adulto quando atingir o primeiro ano de idade.


O desmame acontece gradualmente, quando a comida substitui o leite em termos de necessidade calórica, mas a amamentação continua tendo o papel de conforto e nutrição. Caso precise parar o aleitamento antes, faça um desmame gentil.


3. Responda com sensibilidade Esteja presente e responda com empatia ao choro do seu filho. “Aquela ideia de que o pequeno vai ficar mal-acostumado ou mimado ao ser prontamente atendido não existe.


Quanto mais carinho os pais oferecem, menos chorão ele fica, pois entende que não precisa fazer tanto escândalo porque está em segurança”, afirma a pediatra.


Então, quando o chororô começar, converse, brinque, cante e busque diferentes maneiras de interagir com ele, mas, principalmente, beije-o e abrace-o muito! “No caso dos bebês, vale até mesmo deixá-lo ‘chupetar’ o peito, pois a sucção é uma maneira de ele se acalmar”, comenta a médica.


Em uma crise de raiva ou frustração, esqueça a ideia de puni-lo e procure confortá-lo, pois ele não sabe se acalmar sozinho. “Respire fundo. Explique que não é preciso pedir atenção usando berros”, ensina a pediatra. Também tente entender o que está por trás de determinados comportamentos.


4. Faça contato afetivo O contato físico é essencial para a criança desenvolver um vínculo seguro com os pais e se sentirem amadas e seguras, além de estimular o crescimento, a coordenação motora, o desenvolvimento intelectual, entre outras coisas.

Por isso, aproveite para promover mais oportunidades de contato na hora da amamentação, do banho, da troca da fralda... Jamais economize beijos e abraços!


5. Garanta um sono saudável e tranquilo Quando o assunto é dormir, os pequenos também precisam se sentir seguros, por isso uma opção é deixá-los no mesmo quarto dos pais, em berços acoplados – técnica chamada cosleeping – até cerca de seis meses. E, em um segundo momento, fazer uma transição gentil para a cama.


Também é muito importante ajudar o pequeno a criar uma rotina para dormir sempre no mesmo horário e a reconhecer os sinais de sono e cansaço, possibilitando que adormeça tranquilo, seja mamando ou com você ao lado contando histórias.


6. Forneça cuidado consistente e amoroso O término do período de licença maternidade significa um momento de separação para muitas mães, que vão ficar longe de seus filhos por várias horas do dia.


Como é algo inevitável para várias mulheres, a saída é buscar o apoio de um cuidador atencioso e amoroso, que estabeleça uma relação de confiança com o pequeno. “Sempre sugiro buscar alguém da família, como a avó ou uma tia, que tenha uma boa relação emocional com a família para que a criança continue recebendo afeto”, sugere a pediatra.


Mas é importante que seja feita uma adaptação antes de a mudança acontecer, sempre com cuidado e paciência, respeitando os sentimentos do pequeno.

Também deve-se cuidar para que essa figura não seja trocada com frequência e que ela esteja em harmonia com a rotina da família e do bebê.


7. Pratique a disciplina positiva Já ouviu a frase “trate as pessoas como gostaria de ser tratado”? Pois ela se encaixa perfeitamente no contexto da disciplina positiva, que propõe educar por meio do diálogo com respeito, amor e gentileza.

Portanto, esqueça a ideia de reproduzir punições ou práticas autoritárias mesmo que você as tenha vivenciado. Não rotule nem busque dar ordens. Opte pelo argumento e pela negociação. Também se desculpe com seu filho caso erre. Isso aumenta o nível de confiança e respeito, e ensina que todos podemos errar.


8. Busque o equilíbrio em sua vida pessoal e familiar

Não tente abraçar o mundo! Tenha uma rede de apoio, aprenda a pedir ajuda e a priorizar tarefas e trace metas pessoais reais para a nova vida. Também não deixe suas satisfações pessoais de lado, lembre-se de incluir rotinas de autocuidado no dia a dia e de encontrar momentos para curtir com o parceiro ou parceira. Buscar esse equilíbrio é importante para que a família seja saudável e feliz.




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