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Pandemia gerou tristeza e preocupação em 57% das crianças, aponta pesquisa.

Estudo, divulgado exclusivamente pela CRESCER, foi realizado online com crianças entre 6 e 11 e aponta os reflexos do isolamento na vida dos pequenos por causa da covid-19.


Fonte: Crescer


Viver um contexto de pandemia não é fácil. E os pequenos não estão isentos de também sofrer com a chegada do novo coronavírus em nossas vidas. É o que mostra a pesquisa Entretempos, relatos e aprendizados sobre as crianças nessa pandemia, lançada pelo canal Gloob, da Globo, em parceria com o coletivo Tsuru e Quantas.

O estudo, divulgado exclusivamente pela CRESCER, aponta que o tempo de reclusão em casa gerou tristeza e preocupação em 57% das crianças (recorte em crianças de 6 a 7 anos). Para 97% dos pequenos, a maior preocupação é com os avós e com os pais.


Já são oito meses que os pequenos estão em quarentena, devido ao coronavírus. Suas vidas mudaram de uma hora para outra e, claramente, eles vivem uma realidade diferente agora, com máscaras e álcool em gel para todos os lados. Realizada de forma online entre julho e setembro, a pesquisa, assim, teve como objetivo entender como a pandemia impactou a vida familiar. Foram entrevistadas 600 crianças entre 6 e 11 anos e 480 mães e pais com filhos nessa faixa etária nas cinco regiões do país. Os pais relataram medo, ansiedade e tristeza como sentimentos que dominaram o isolamento, 29% deles disseram que estão muito mais ansiosos, 17% muito mais tristes e 22% mais cansados.


A quarentena também fez com que as crianças se movimentassem menos. De acordo com a pesquisa, 46% das crianças reduziram a prática de esportes. Por outro lado, as telas ganharam destaque no confinamento. A televisão domina o ranking, com 76% dos pequenos assistindo mais vídeos na TV; 74% na internet; 73% assistindo mais Youtubers e 58% jogando mais videogame. Ainda no recorte de games, o estudo mostrou um significativo aumento das crianças que jogam todos os dias. Em 2019, eram 31% dos entrevistados e em 2020 esse número saltou para 78%.


No entanto, as atividades fora dos dispositivos eletrônicos também ganharam espaço na vida dos pequenos. Assim, 41% das crianças estão brincando mais, 33% estão lendo mais e 42% estão dormindo mais.

Em relação ao entendimento desse contexto de pandemia, os pequenos gabaritaram. O estudo apontou que 100% deles tinham total conhecimento sobre a covid-19 e de seus impactos na sociedade, demonstrando preocupação com a família, amigos, professores e também com os menos favorecidos.


TRABALHO E MÃES SOBRECARREGADAS

Quanto à questão profissional, 34% dos pais da classe AB estão trabalhando home office e 48% dos pais da classe C estão indo ao local de trabalho. Além disso, 46% dos pais declararam trabalhar mais durante a pandemia e 27% declararam trabalhar no mesmo ritmo.


Com as aulas suspensas também, muitos pais tiveram que se adaptar com a rotina de aula online. Surgiu, assim, a questão de quem assumiria o papel de educador. O estudo aponta que, para os pais, esse foi um trabalho difícil, ainda mais dentro de casa e junto com tantas outras tarefas e estímulos. Em 79% dos casos, essa função foi absorvida principalmente pelas mães, além das atividades do trabalho e do cuidado da casa. Em 51% dos casos o acompanhamento das crianças é feito só pelas mães.


As crianças também ainda estão confusas com a nova rotina escolar. Nas entrevistas, foram relatados problemas de conexão, muita gente falando ao mesmo tempo e dificuldades de concentração. Entre as faltas, os pais apontaram a redução das atividades artísticas (30%), assim como das atividades extracurriculares (27%) no dia a dia.


LAÇOS MAIS FORTES

Apesar da pandemia ser um momento muito desafiador, foi possível tirar alguns aprendizados dela e transformar a quarentena em tempo de qualidade com os filhos. Os laços foram revisitados com mais frequência, com tempo para o café da manhã demorado, o almoço com toda a família e um jantar especial feito em casa.


Na pesquisa, 80% dos pais disseram que estão mais conectados com os filhos, 81% estão felizes com mais tempo em família e 73% disse que, no futuro, pretende alterar sua rotina para não perder o que foi conquistado. No entanto, ainda há dificuldades, pois um terço dos pais concorda que ficou mais difícil equilibrar as múltiplas funções.



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