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Violência contra crianças e adolescentes cresceu na pandemia, mas atendimentos diminuíram.


Fonte: Sempre Família


Os números são alarmantes. Em 2021 já foram feitas 35 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes pelo Disque 100, serviço gratuito pelo qual o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos registra essas ocorrências.


Seis mil desses casos estão relacionados a violência sexual. Esses dados correspondem ao período entre 1º de janeiro de 12 de maio, mas a estatística pode ser ainda pior, porque desde o início da pandemia do coronavírus ficou mais difícil identificar as situações de abuso.


O Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, referência no atendimento a crianças vítimas de maus-tratos, recebeu 20% menos crianças em 2020 do que no ano anterior. E isso, de acordo com Daniela Prestes, psicóloga do hospital, é reflexo do isolamento imposto pelas restrições sanitárias, que fez muitas famílias passarem mais tempo em casa. É que a maioria dos casos ocorre justamente no contexto familiar, por pessoas conhecidas.


“Justamente onde a criança deveria receber proteção, zelo, princípios, valores e aprender as normas do bom convívio social, ela encontra violência física, psicológica ou sexual. É claro que ou estabelecer relações saudáveis socialmente”, explica Daniela. E é justamente por afetar todo o desenvolvimento da criança que esse é um problema multifatorial.


De acordo com o Governo Federal as denúncias recebidas até então resultaram em 132 mil violações. A violência física esteve presente em 25,7 mil casos, e em quase 60% deles, os pais e as mães são suspeitos. As meninas, com idades entre 12 e 14 anos são as principais vítimas. Pela complexidade em identificar e registrar as situações por se tratar de abusadores tão próximos, e especialmente nos últimos meses com a queda das denúncias, é fundamental que também as crianças e adolescentes possam ter voz.

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