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Querem uma história? Eu chamei de "Minha mãe é perfeita, professora".


Autora: Tatiana Pineda


Em uma roda de conversa, o aluno falou para a professora que a mãe dele era perfeita.

Sem muitas delongas, a realidade é que esse menino não aparentava ter uma mãe tão perfeita assim, mas a professora sempre concordava com o aluno quando ele falava. Isso era sempre, não apenas naquela roda de conversa. Ele definitivamente acreditava muito que sua mãe era perfeita!


Dentre tantas lições e materiais esquecidos, um dia o lanche também foi esquecido. A professora percebeu a cara de tristeza do seu aluno. Como poderia uma mãe esquecer o lanche do seu filho?


A professora teve uma atitude: "_ Querido, me desculpa, alguma mãe deixou esse lanche na portaria, mas esqueceram de anotar o nome do aluno. Deve ser sua!" (o lanche era da professora).


Com os materiais esquecidos, a professora acabava sempre emprestando o seu, mas nunca teve a coragem de dizer que a mãe deveria ter mais atenção sobre aquilo. Os lanches sempre apareciam e mesmo quando a professora percebia que ele levava a mesma coisa, mas ficava de olho no que os colegas levavam, ela dava um jeitinho de dizer que aquilo era dele.


Os chamados da mãe para uma reunião nunca foram atendidos. Nos eventos, o aluno nunca apareceu, porém ele sempre falava que sua mãe era perfeita. A professora nunca teve coragem de questionar o porquê de tanta perfeição para o menino.


Mas, próximo ao final do ano, a professora fez uma atividade que era para seus alunos escreverem uma carta agradecendo alguém especial pelo ano que estava findando. A carta do aluno era para sua mãe.


Um trecho jamais seria esquecido pela professora: "Mamãe, você é tão perfeita, que mesmo virando uma estrela, deixou aqui na terra alguém pra cuidar de mim, minha professora! Obrigada, mamãe!".


Não tenho o que comentar sobre a atitude dessa professora ou da

família, somente colocar no papel as palavras para inspirar reflexões.

Quantos mistérios na docência...




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