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  • TDAH. Reconstruindo a vida

O que sente um TDAH...


Fonte: TDAH – Reconstruindo a vida


Temos em nós todos os sonhos do mundo...

Ao mesmo tempo... E isso muitas vezes nos paralisa.

Mas em nossas bocas boia o amargo sabor do fracasso...

Não o perseguimos, mas não o rejeitamos. Em alguns momentos da vida

ele é quase sedutor, muitas vezes somos atraídos por ele.


Tem o medo... Ahhh, o medo... O medo de sermos descobertos cedo demais...

Somos fraudes, somos falsários em vias de sermos descobertos...

A esperança... Quando o tempo passa e não descobriram a fraude que somos, brota a esperança de que, dessa vez, conseguiremos manter a fachada. E relaxamos...


Ao relaxarmos a fachada desmorona... E somos descobertos...

O desânimo... Às vezes, com ou sem motivo aparente um desânimo acachapante desaba sobre nossas vidas... Os membros pesam, a cabeça fica nublada a visão acinzentada...


Então, subitamente como começou, o desânimo se esvai dando lugar a uma leveza, quase uma alegria...

Uma alegria que pode ser atravessada por uma prostração, uma inércia, uma quase paralisia... Uma prostração capaz de nos manter no sofá por horas, zapeando sem sentido e sem objetivo.


Apenas para deixar o tempo passar. E empurramos o tempo, empurramos o

emprego, empurramos a vida. Apenas para não enfrentar aquele problema ou pessoa que será inevitável enfrentar... A ciência médica chama isso de procrastinação, vivenciamos como uma fuga da realidade...

Inferioridade... Nossa fiel companheira. Às vezes traveste-se de medo, noutras vezes explode em crises de raiva. Mas no fundo são manifestações desse sentimento que nos apossa desde

a mais tenra infância calcada nas críticas às contínuas falhas, nos comportamentos hiperativos ou aéreos... Somos inadequados, inferiores, fraudes ambulantes...


E ainda existem médicos(?) que não acreditam em TDAH, pedagogos(?) que ignoram o TDAH. Pais que são enganados por esses falsos profissionais, ou simplesmente preferem ignorar que seus filhos, ou filhas, têm um transtorno mental. E deixam que todos esses sentimentos cresçam e se multipliquem ao ponto de quase amputar as chances profissionais e afetivas de seus filhos.


Esse post ficaria muito grande se eu narrasse tudo o que me povoa a mente e a mente de todos os TDAHs.


A solução?

Conheça-se e conheça o TDAH.

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Informar-se sobre o TDAH nos deixa mais atentos, mais alertas e, portanto, mais aptos a corrigir nossos próprios rumos. Após este virão vários posts sobre cada sentimento separadamente.


Cuide-se. Procure um bom médico. Se possível, pague a consulta, sua vida vai ser mais feliz e produtiva. Vale o investimento. Tome remédio, faça terapia e informe-se.

Faça até onde for possível lembrando-se de que você é o principal beneficiário e em consequência todos os que estão à sua volta.




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